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Erros de tradução que mudaram a História – Parte 1

Mônica Pires Rodrigues      domingo, 8 de fevereiro de 2015

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A BBC Cultura publicou essa semana um artigo que volta no tempo e nos trás alguns erros de tradução que mudaram o curso de nossa história.

A Tradupoints adaptou o texto e disponibilizou aqui no blog para você. Conheça agora uma dessas histórias incríveis:

Vida em Marte

MarcianosQuando o astrônomo italiano Giovanni Virginio Schiaparelli começou a mapear Marte em 1877, deflagrou uma história de ficção científica sem querer. O diretor do Observatório Brera em Milão apelidou as áreas claras e escuras da superfície do planeta como ‘continentes’ e ‘mares’ – nomeando o que ele achava que eram canais (como em canais d’água naturais, channel) com a palavra italiana ‘canali’. Lamentavelmente, seus colegas traduziram ‘canali’ como canais (como em aquedutos, canais artificiais, canal), lançando a teoria de que estes foram criados por vida e forma inteligente em Marte.

Convencidos de que os canais artificiais eram reais, o astrônomo americano Percival Lowell mapeou centenas deles entre 1894 e 1895. Nas duas décadas seguintes, publicou três livros sobre Marte com ilustrações do que ele julgou serem estruturas artificiais construídas por uma raça brilhante de engenheiros. Em A Guerra dos Mundos, que apareceu primeiro como uma série em 1987, H. G. Wells descreveu uma invasão à Terra feita por Marcianos mortíferos e lançou um subgênero de ficção científica. ‘Uma Princesa de Marte’, um romance de Edgar Rice Burroughs publicado em 1911, também relata uma civilização marciana em decadência, usando a nomenclatura de Schiaparelli para descrever o planeta.

Ao mesmo tempo em que os canais artificiais foram um produto da língua e de uma imaginação fervorosa, os astrônomos hoje concordam que não há canal artificial algum na superfície de Marte. De acordo com a NASA, ‘A rede de linhas entrelaçadas cobrindo a superfície de Marte era somente um produto da tendência humana de enxergar figuras mesmo quando eles não existem. Quando olhamos para um grupo pouco nítido de manchas escuras, o olho tende a conectá-las com linhas retas.’

Se você gostou, pode também acessar o link original da matéria da BBC Cultura aqui.

Uma tradução de qualidade poderia ter evitado tanto mal-entendido.

Para sua tradução sair ‘como manda o figurino’, conte conosco!

 

Mas…. será que existe vida em Marte?

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