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Mão na massa: organizando seu mar de livros

José Roberto Rodrigues      terça-feira, 8 de março de 2016

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Livros

 Continuando com o tema “arrumação”, para nos sentirmos melhores e mais fluidos, convido-os agora a refletir sobre a disposição de livros em bibliotecas particulares.

É óbvio que não devemos nos esquizofrenizar, tornar uma psicose, o rearranjo livresco em nosso cantinho domiciliar. A cada um, cabe bem uma certa disposição e pronto! No entanto, algumas sugestões podem ser compartilhadas aqui.

Nenhum sistema de ordenação ou de sistematização bibliográfica é insuficiente ou excessivo se lhe satisfaz e é útil ao seu contexto diário. Mas, uma coisa é certa: soluções, mesmo particulares, específicas ou personalizadas, requerem um olhar razoavelmente científico.

A ordenação, antes de tudo, é um recurso para facilitar o acesso à informação exigida no cotidiano de todo intelectual. Portanto, convém adotar algum método que se adapte aos seus afazeres e que satisfaça às necessidades mínimas de acessibilidade. O local destinado aos seus livros e fontes de informação em geral não deverá ser um repositório de tomos e brochuras, ao Deus dará. Torne-o um nicho ordenado, acessível e ágil dos saberes que você utiliza em seu dia a dia intelectivo.

A maior das preocupações está na falta material de espaço, devido à contínua e crescente demanda da pesquisa por dados e informações. Assim, a regra básica é a seguinte em relação aos livros: descrição do exemplar e seleção de um local para ele. O livro deve ser catalogado (crie uma nomenclatura própria) e acomodado em um setor específico da estante disponível. Disponha-os em ordem alfabética, temática de área do conhecimento ou uma outra que mais lhe aprouver!

Meus livros de filosofia ocupam, sem cerimônia, duas partes superiores de minha estante central, enquanto que os de Epistemologia, Teoria do Conhecimento e História da Ciência vêm logo abaixo. E assim por diante, vá achando os melhores lugares e assentos para os seus. Instale-os e, de um passo atrás, fite-os, admire-os, sinta orgulho deles. Deleite-se com eles e, só então, inicie a lê-los. Aos poucos, furtando deles o que quiser, o que lhes negam, principalmente. 

Para mim, que sou da geração PDC (Pavor de Computador!) o catálogo está em fichas de cartolina. Lindas, ordenadas, pautadas ou não, e num fichário azul-acrilizado. Apenas eu entendo e sei ruminar o que consta desse banco “anti-Snowden”. Ah! Pouco espaço, muitos livros, assuntos diversos... mas dei-lhes, a cada um, o seu destino mais apropriado, confortável e digno em minha casa. Na verdade, acho mesmo que não importa muito que um livro seja colocado aqui ou ali, à direita ou à esquerda, em cima ou em baixo. O que, realmente, interessa é saber onde encontrá-lo à hora em que precisarmos dele. Convém-nos a sua oportuna localização, sua propícia recuperação e seu acesso imediato. Com o tempo de manuseio dos exemplares, vamos “decorando” as suas localizações e, tal qual um experimentado cego, os tateamos posteriormente sem qualquer dificuldade.

Portanto, monte sua biblioteca com estilo próprio, importando-se mais com a acessibilidade e agilidade do que com a servidão às normas de biblioteconomia, que prestam-se mais aos grandes centros de informação. Então, conheça bem o seu acervo e ordene-o segundo critérios de organização e facilidade de consulta.

No próximo texto, veremos como os intelectuais selecionam as áreas de conhecimento que desejam compor os seus acervos bibliográficos.

Ah!, em tempo: nada de se tornar um bibliólata! 

Tchau, pessoal!

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