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Expressões fofas da língua portuguesa que não usamos no Brasil, mas deveríamos

Mônica Pires Rodrigues      terça-feira, 31 de maio de 2016

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Já sabemos que a língua portuguesa que falamos no Brasil é muito diferente da falada lá em Portugal, local onde ela nasceu como a última “filha” do latim. A “última flor do Lácio” soa muito sibilante e charmosa lá na Península Ibérica, o que confere a ela um charme que faz com que lembre um pouco o francês.

Muitas expressões peculiares utilizadas lá em Portugal distribuem graça e simpatia ao idioma e enriquecem o vocabulário da língua. São tão fofas que deveriam ser empregadas aqui no Brasil! Vejam alguns exemplos encantadores para arriscarmos por aqui:

1-    “Abalar” para algum lugar:

Eu – Abalei às 15h…

Ele - Tu o quê??

Eu – Abalei…

Ele - O que é isso?

Eu - Ora, fui-me embora…

Um alentejano (nativo do Alentejo, Portugal) “abala” para um lugar qualquer, que normalmente é já ali pertinho. É uma forma de dizer que para onde vai, não é muito longe. A palavra “abalar” aqui no Brasil também é empregada, mas no sentido de “chacoalhar as estruturas” ou “causar espanto ou choque, arrasar” com atitude ou presença.

 

2-    “O primeiro milho é dos pardais” -Quer dizer que os mais fracos devem aproveitar as primeiras vantagens.

ORIGEM: No tempo dos romanos, era costume os agricultores oferecerem os primeiros frutos às aves. Acreditavam que eram as aves que levavam as oferendas aos deuses.
Esse hábito transmitiu-se de geração para geração. No séc XVI - quando o milho chegou à Europa - a expressão evoluiu para algo mais real e aplicável.
Em Portugal, o pardal era o símbolo de todas as aves e a cultura do milho era abundante.

3-    “Ir para o maneta” - significa estragar-sedesaparecermorrer.

ORIGEM: Conta-se que na época da invasão de Portugal por parte dos franceses, um general, chamado Loison, tinha perdido um braço numa das batalhas anteriores. Ele era o responsável pelas torturas aos presos e tinha, inclusivamente, causado várias mortes.
Por ser tão terrível nas torturas que executava, surgiu um medo popular do general Loison. Mas ninguém o tratava por esse nome. Chamavam o danado de maneta.
Quando havia o perigo de se ser capturado ouvia-se logo o conselho: "Tem cuidado, que ainda vais para o maneta". Duzentos anos depois ainda a expressão é, habitualmente, utilizada.

Aqui no Brasil, a gente “se dá mal” ou “vai para a terra do pé-junto”, ou “bate com as botas”.
 

Em Portugal, coisas velhas são“caliqueiras” e muitas vezes viaja-se de “furgoneta” (carro misto de carroceria aberta para cargas, pick-up ou pequeno furgão), algo que pode deixar as pessoas “alvoreadas” (desassossegadas). Quando algo não corre bem é uma “moideira” (chatice) e ficamos “derramados”(aborrecidos) com a situação, levando muitas vezes a que pessoas acabem por “garrear” (discutir) umas com as outras e a fazerem grandes“descabeches”(alaridos).

E você, conhece alguma outra expressão bem portuguesa para dividir conosco?

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