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Amontoar ou organizar: como você organiza seus livros?

José Roberto Rodrigues      quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

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Dias desses, um pouco antes do Carnaval, cismei reorganizar meus livros aqui da biblioteca de casa. Esfreguei as mãos, protegi os orifícios nasais e agucei a vista. Ainda era de manhã e e estava decidido a por fim naquele amontoado de sebos e valorizar as obras mais significativas para mim e para meus descendentes.


Desloquei tudo para o chão frio do local e, um por um, tateei, cheirei, visualizei e me perguntei: o que este livro representa AGORA, para mim e para os que dele possam se utilizar?


Pode parecer desumano ou mesmo ingratidão tentar agir assim, mas na verdade a organização, não só de livros, mas de qualquer coisa, deve ser prática, real e baseada apenas na sensação de prazer (felicidade) que elas nos proporcionam naquele instante. O que esse impresso organizado me inspira? Será que ele, ainda, me faz vibrar, emocionar, aprender? Se não, bola pra frente. E essa bola pra frente poderia ser o lixo ou um destino ainda útil ou pertinente.


E foi assim que iniciei a minha arrumação, crendo que aquilo, até a hora do jantar, no mais tardar, estaria terminado.


Que bobagem! Que falta de visão de realidade! Fiquei pasmo!

Havia réplicas, tréplicas e coisas que nem dá para mencionar sobre o meu antigo critério de armazenamento de livros. Digo armazenamento porque era isso o que eu fazia! Amontoava livros pelo seu tamanho e chegada à “biblioteca”. Quando queria me valer de um exemplar qualquer, como se quisesse tentar uma conversa com algum imortal da Academia! A façanha se assemelhava a tentar cortar São Paulo, de Santana a Santo Amaro, numa sexta-feira de pré-feriado prolongado. Às vezes, não conseguia mesmo!


Como a desorganização dá uma sensação de insegurança, de falha concreta e de falta de poder!


Também foi importante avistar que não dava para arrumar tudo de uma vez! A entrega deveria ser paulatina, mas total, por inteiro. Tive para mim, então, que mudar aquele jeito imbecil de enfileirar meus livros seria tarefa quase impossível. Porém, o descarte seria ainda mais doloroso. Eu teria de montar um modelo simples e factível de critério de exclusão que não me desconfortasse e que, mais ainda, não me confrontasse com a inevitável recaída. Tudo deveria ser rápido, uma verdadeira maratona.


Recomendo a todos os que desejarem mudar de estilo e deixar sua vida mais verdadeira e real que organizem logo essa tarefa. Após a hercúlea empreitada se sentirão outra pessoa! Podem crer! Vocês irão somente se cercar de livros ou qualquer coisa que lhe dê prazer. E a vida, convenhamos, tem de ter prazer. Muito prazer.


No próximo artigo, dividirei com vocês o critério que adotei para essa façanha. E, como não podia deixar de ser, além de meus critérios pessoais, confesso que foi um livro que fez com que parasse para organizar todos os outros, ironicamente... Mas isso é assunto para a próxima semana.
:)

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